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Blogue pessoal de Luís Antunes.  Espero que gostem.  Agradeço a vossa visita e possíveis comentários. 

Personal blog of Luís Antunes.  I hope you enjoy it.  Thanks for the visit and comments. 

Bitácora personal de Luís Antunes. Espero que sea de su agrado.  Gracias por la visita y comentarios. 

 

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Os comentários e pensamentos diários do Pateira... lo que se dice y piensa a diario en Pateira... our day-to-day business...  Can't write anything.

Quarta-feira
03Dez

Letters to Carla Miranda

carla16.jpgDear Carla,

I went out with this girl for over a year but we broke up. She was my first love and i cant get her out of my mind. I have been with other girls since her but the sex isnt the same and i cant seem to like them as much. I truely loved this girl and she loved me but i cheated and got screwed. I want this girl back into my life but i dont know how to get her. Please help me out!

 Frank

 

Let this be a lesson to all you guys out there that are considering cheating on your girlfriend! If you need sex outside of your relationship then you should not be in that relationship.  A girl is going to be a lot more understanding if you break up in order to have some time to yourself than if you flat out cheat on her. Got it, Frank?

This girl you have cheated on is going to have trust issues for a very long time, if not forever, with you. The only way to win her trust back is to show her that you are a changed person.  And, now it's my turn to question you, Frank: have you changed?

If she continues to see the "old you" she will surely, and rightly, feel that you could easily be up to your "old ways." Focus on making her feel special and appreciated. Go out of your way to make her feel special but don't expect anything in return..at least in the short term. 

And remember Frank, sex must go deep, right?...  But with your girlfriend, moron!

Kisses, 

Carla Miranda, PhD in Sexology 


Terça-feira
02Dez

A Boa Moeda

ze%20trombinhas.jpg

Ora benhe,

Isto é um país cheio de inbejosos, de gente sem princípios, de pessoas que só sabem falar mal dos outros, carago!  É uma bergonha! 

A nossa comunicaçõe social passa a bida a atacar o que de melhore temos, especialmente a nossa boa classe política.  Ele era a minha querida Santinha de Felgueiras que isto e que aquilo e bejam lá se alguma vez a Fatinha deu cabo do penteado no chilindró.  Nunca, porque a nossa Santinha só quer o bem do pobõe! E o nosso ganda Balentinhe, cumu é? Já se esqueceram do que disseram? E o Abelino do Marco de Canabezes? E o Isaltino? E o F... ó carago, a esse ainda não o toparam... 

E eu pergunto: Quem é que falta?  O Cabaco, carago! Mas cumu estes murcóns da imprensa num podem falar mal do Anibale, toca de atacar os amigos.  Inté os cunselheiros da boa moeda, da palabra de honra, bão na onda...

Cumu é possibel, depois do homem ter botado faladura na TB, contando tudo tal e qual cumu se passoue, que ainda haja quem não acredite que a culpa lá no BPN foi daquele istranjeiro do Subprime? Afinale, é ou não é berdade que o guito tá todo lá fora, na estranja? Perguntem ao Bítore que esse gaijo topa tudo.  Perguntem-lhe se alguma bez, o Banco de Portugal biu alguma falcatrua.  Nunca! Só quando o Cadilhe beio do Norte é que estes gaijos botaram a boca no trombone.  Inbejosos!

Mesmo aquele infeliz de Abeiro, o homem do fisco, está de cana! Só porque, cumu diz a mana, passaba cheques!

Ora benhe, eu fiz umas imbestigações e cheguei a esta conclusõe: a nossa imprensa tá toda bendida aos mouros!  Os berdadeiros bandidos bão para Londres andar de Rolls e a boa gente gente do Norte - e o pobre infeliz de Boliqueime também - é que paga as fabas!

Mas no finhe, quando chegarmos aos julgamentos, inté os cumemos, carago! 

Zé T., impresário da Duque de Loulé      


Segunda-feira
01Dez

España al Día

madrid-colon.jpgHola, que tal? 

Gracias al 8,13% de subida del lunes, la semana del Ibex se completó con un saldo favorable del 11,1%, y el mes de noviembre cerró con un 2,7% de pérdidas.  Esta ha sido la mayor subida semanal desde 2001 en las bolsas europeas, desde sus mínimos de cinco años, y ha servido para minimizar el correctivo inicial sufrido en noviembre.

Habitat, la empresa que apostó por convertirse en la quinta mayor inmobiliaria española con la compra de Ferrovial Inmobiliaria, presentó en los juzgados mercantiles de Barcelona su expediente concursal voluntario. Con un pasivo de 2.300 millones de euros, la compañía protagoniza la segunda mayor suspensión de pagos de la historia de España, después del expediente presentado por Martinsa-Fadesa el pasado julio, con un pasivo de 5.200 millones de euros.  Entretanto, ingresará unos 10 millones de euros en liquido, descontadas las cargas hipotecarias, por la venta que está ultimando de su sede en Barcelona a Caixa Manresa.  La verdad es que las inmobiliarias, en su conjunto, están a punto de explotar!

Luis Del Rivero, el hombre por detrás del grupo constructor e inmobiliario Sacyr Vallehermoso quiere vender su participación del 20% en Repsol.  Se gastó 6.525 millones de euros, entre el efectivo desembolsado y un crédito sindicado, en comprar sus acciones, que valen hoy 3.711 millones. Así que el constructor aspiraba a que le pagaran por su repsoles al menos lo que pagó por ellos (de media, 26,7 euros). Los potenciales compradores no vieron interés en pagar una prima tan elevada, considerando que las acciones de la petrolera cerraron el viernes a 15,2 euros. La rusa Lukoil ha rebajado su oferta a poco más de 22 euros por acción.  Pero quedan todavia en juego,  la Shell y Total. Oiga, don Luis, que agujero nos va a dejar con Sacyr!

Venga, hasta luego,

Desde Madrid, Emílio Santoro   


Domingo
30Nov

A Minha Coluna

570923-1628720-thumbnail.jpg 

Disse neste blogue que não era favorável à falência de bancos.  Mesmo daqueles apelidados de "banco dos ricos".  Isto para as nossas esquerdas pensantes não será lá muito politicamente correcto.  Mas, se calhar, estou apenas a ser pragmático.  Já há muitas dúvidas quanto à sensatez da posição assumida pelas autoridades americanas no caso Lehman Brothers.  Deixar cair este banco de investimentos revelou-se mais prejudicial para a economia no seu conjunto do que teria sido tentar salvá-lo. Imaginem aonde estaríamos já hoje, se todos os governos tivessem adoptado a mesma postura - e note-se que, logo de seguida, os americanos "corrigiram o tiro".
É muito fácil criticar, opinar sobre o que é melhor ou pior, sobretudo em casos totalmente inéditos, em que não há teorias, ou registos experimentais de soluções. Tudo isto é novo e, para a grande maioria, roça a improbabilidade total.  Ninguém estava preparado para lidar com o problema.  Inclusive há até pensadores - por exemplo, o prémio nobel da economia Robert Aumann - que negam a magnitude do problema.  O que acho estranho - muito estranho mesmo - é o facto de há mais de um ano, penso que em Julho de 2007 - não tenho a memória de alguns, para dias e horas exactas - um professor da Católica me ter descrito o que era isso do subprime, com detalhe e total conhecimento sobre a matéria.  Confesso que não acreditei, nem nos factos nem nas perspectivas de derrocada futura.  Já aqui o disse, sou pior do que São Tomé.
Agora, há evidências que não posso negar.  Se em Lisboa há mais de um ano que havia especialistas financeiros com total conhecimento do perigo que se avizinhava, quantos não haveria por esse mundo fora com o mesmo grau de conhecimento?  E, com poder para actuar preventivamente.  E a minha pergunta é muito simples: porque é que não actuaram atempadamente? Será que quem sabia estava em minoria?  Será que os decisores políticos não tiveram - como eu - a capacidade de entenderem o que é que estava para vir?  Será que os actores - os verdadeiros culpados - pressionaram no sentido de se ignorar o problema?
Estou a tocar na tal questão do controlo e regulação. Estou a confirmar aquilo que pensava em 2006: os governos - nós todos - não tínhamos nem temos meios de prevenção. E aqui nem a hipótese de simulacros existe.  Posso ser ignorante em muitas áreas, mas uma coisa sei:  mantidas as mesmas condições - ceteris paribus -, o fenómeno repetir-se-á.  Para quem ainda não adivinhou, o tal factor causador deste efeito perverso chama-se "ganância humana".  E esse, hélas, é inalterável.

Sábado
29Nov

O Provedor do Blogue

570923-386174-thumbnail.jpgCaros e Incautos Leitores,  

E lá continua o nosso dinheirinho a ser enterrado nos bancos..., por Diós!

Percebeis agora porque é que passei anos a clamar contra esta internacional capitalista? É porque são eles, estes chefões da finança quem verdadeiramente governa o mundo.  E isto não é só feito, como vós pensáveis, jogando e fazendo toda a espécie de falcatruas com dinheiro deles e com o dinheiro dos depositantes.  Porque eles até mandam no dinheiro dos governos, ou seja, no nosso, quer sejamos seus clientes ou não.  

É ou não verdade que falta dinheiro? É! É ou não verdade que foram os bancos quem o derreteu? É!  É ou não verdade que foram eles que criaram a ilusão/falcatrua do subprime? É! E, então, o que é que lhes aconteceu, como é que a Sociedade os castigou? Dando-lhes mais e mais dinheiro para continuarem com esta marmelada.  Isto é que são as verdades.  O resto, a conversa fiada deste e de muito outros governos da internacional socialista como o daquele senhor da Inglaterra, é tudo palha de encanar a perna à rã. 

Quem e em que forma é que o povo, as massas estão a ser auxiliadas pelos governos?  Pensais que é elegendo afros, antigos extremistas de esquerda, seguidores de falsas religiões, vende pátrias é que ireis ter o problema resolvido? Não! É preciso, antes de mais, ideologia correcta e liderança capaz.  Estamos no dealbar de uma nova era.  Uma era de trabalho, de ordem, de respeito pela pátria e pelo povo.  Uma era de renovação da cultura ocidental cristã.  

Já basta de promiscuidade entre o poder das massas, do povo, e o poder da internacional capitalista.  O povo clama por uma verdadeira liderança que defenda os seus interesses.  De uma forma realista, com mão-de-ferro, sem cedência perante o grande capital.  Mas também sem as utopias vermelhas que transformam as asssociações dos trabalhadores em autênticas marionetas ao serviço  de escumalha que só procura subjugar o verdadeiro poder popular.

"Decididamente, decisivamente, pela Nação, por nós e ... até por eles".

Escrevei-me, mas... cautela com o meu lápis azul!

O Provedor do Pateira, Prof. Emerenciano Cuadrado 


Sexta-feira
28Nov

O Fim da Linha

Não sou daqueles que pugnam pela falência de bancos.  Claramente sou a favor de uma solução para o caso do Banco Privado Português até porque neste caso não há fraudes ou vontade de lesar quem quer que seja.  O BPP é uma vítima - não o causador - desta crise financeira.  E não se pense que os Clientes do BPP são "aves de rapina" a quererem enriquecer à custa do "jogo da bolsa", da "Dona Branca" ou da "especulação financeira".  São, na sua grande maioria, pequenos e médios empresários, profissionais liberais, gestores, que ganharam o  dinheiro à custa do suor do seu trabalho. Muito deles foram e são geradores de muito emprego, pagadores de impostos, gente séria e honesta.  Não são cidadãos de segunda.

Mais, todos os bancos têm área "private" e todos gerem fortunas.  A única diferença entre estes e o BPP é que este último estava especializado nesse nicho de mercado. Deixar esta gente desamparada seria o pior sinal possível para a economia portuguesa.  Já lhes bastam perdas acumuladas superiores aos 50%!  Muitos já perderam anos de trabalho.

Mas há mais eventos que estão a gerar o desânimo, para não falar em pânico:  as PMEs estão a ficar entregues ao "deus-dará".  De um momento para o outro, empresas perfeitamente viáveis, bem geridas, com bom produto e boa carteira de clientes estão na iminência de pararem, por falta não de capital para novos projectos, novas instalações, novos produtos, novas viaturas, etc., mas por falta de dinheiro na tesouraria.  Faltam alguns euros para os ordenados, para a gasolina, para o papel de fotocópia, para os impostos, etc. E há pagamentos que são adiados, colocando outros na mesma situação.  Veja-se, a título de exemplo, as regiões de Águeda e Aveiro, repletas de boas empresas que trabalham quer para o mercado nacional, quer sobretudo para a exportação.  Mas claro, aí não há os tais nomes sonantes dos PIN ou daquelas multinacionais que fazem "layoff" num abrir e fechar de olhos e que logo aparecem nos telejornais...

As promesas de empréstimos, de pagamentos do Estado, de planos de investimento tardam em concretizar-se. Parecem sonhos de médio prazo, quando os apertos já são de ontem e não de amanhã.  E as PMEs vão parar, não tenham dúvidas.  Recuperá-las daqui a 3, 6, 12 meses poderá ser tarefa impossível.  

Parece que o governo e a banca esperam pela bonança de Dezembro que, bem esticada, poderá chegar a Fevereiro/Março.  Aí já poderão voltar a colocar dinheiro nos mercados.  Para quem, pergunto eu?  Para muitos, o fim da linha é já amanhã.

Senhor Primeiro Ministro, Sr. Ministro das Finanças: os senhores empenharam a Honra da Nação na protecção da nossa banca;  porque é que a Nação não se empenha na salvaguarda do nosso aparelho produtivo? De onde pensam os senhores vir a receber os necessários impostos para cumprirem o que determina a Constituição da República? Se pensam que o investmento público chega, estão redondamente enganados! 


Quinta-feira
27Nov

Os Íberos

Segundo reza a história do 1º ciclo do nosso ensino básico, foram uns tais de Íberos os primeiros a assentar arraiais cá pelas nossas bandas.  Mas, nem só!  A lista é quase interminável: Celtas, Fenícios, Cartagineses, Gregos, Romanos, Suevos, Alamos, Vândalos, Visigodos, Muçulmanos e Portugas - que somos nós, com o alto patrocínio de D. Afonso Henriques e a bênçao papal de Alexandre III.  Ah! Quase que me esquecia de 60 anos de flipanço, quero dizer, de Filipes espanhuelos.

E, apetece perguntar porque é que a Península Ibérica - Portugal, mais propriamente - exerceu tamanho fascínio sobre tanta e diversificada população.  O clima ameno é, por certo, uma das principais, senão a principal razão.  A vizinhança do mar também desempenhou importante papel sobretudo para navegantes como os Fenícios e os Cartagineses.  A qualidade e diversidade de montes, montanhas e vales deram boa pastorícia e agropecuária. Ainda hoje isto tudo subsiste - hélas! em menor quantidade e qualidade.

Mas também apetece perguntar porque é que tão boa e variada gente "deu de frosques" das terras lusitanas; dos Romanos, sabemos o porquê: nem se governam, nem se deixam governar!  Dos outros já a matéria parece mais intrincada. Qualquer coisa no ar, - os ventos, as nortadas? - nas terras, secas e áridas na margem direita do Guadiana e pomar no lado de lá... na qualidade da água, fria de gelar os ossos à beira Atlântico.  Francamente não sei.  Certo é que só cá ficaram os tais portugas do D. Afonso Henriques.   Seria por terem batido na mãe? Foi castigo?

Seja como for, os portugas estão de pedra e cal neste cantinho à beira-mar plantado.  E mesmo hoje em que os ventos sopram algo desencontrados com a época, a fuga não é solução para nada.  Falta-nos o dinheirinho para nos governarmos por outras paragens, mesmo aquelas mais acessíveis como os brasis e as angolas. E falta-nos também aquela vontade de arregaçar a manga e trabalhar no duro anos a fio.  Nós somos mais pelo improviso, pelo venha a nós depressa e muito que se faz tarde  Temos, por isso e mais uma vez, de ficar.  Por castigo.  Ou azar.


Quarta-feira
26Nov

Ben S. Bernanke

O camarada que vêm na foto é o Prf. Dr. Ben S. Bernanke, Presidente da Reserva Federal Americana desde Fevereiro/2006.  O FED é o equivalente ao nosso Banco de Portugal, ressalvado o facto dos USA serem - ainda - a maior economia do mundo.  

E sou obrigado a chamar-lhe Prf. Dr., porque o Ben licenciou-se em Economia numa obscura Universidade de Harvard, em 1975 com a nota máxima, Muito Bom com Distinção (está-se mesmo a ver que foi por correspondência!);  em 1979, Doutorou-se em Economia num tal de Massachusetts Institute of Technology (tecnologia e sai economista!?); depois deu aulas na Universidade de Stanford, foi professor visitante do M. I. T. (o tal que lhe deu o canudo, topam?), New York University, Princeton University e London School of Economics - pois é, tudo da privada e nem uma pública portuguesa! Ah! Também escreveu uma série de livros desconhecidos por cá, dirigiu umas publicações que ninguém lê, liderou instituições, etc.

Certo é que este Ben, com este paupérrimo CV, chegou ao tacho de regulador-mor das finanças da maior economia do mundo.  E digo tacho, porque o camarada ganha um balúrdio de massa: $186,600 por ano, ou se preferirem, 127.000€;  ou seja, este incompetente ganha 10.600 euros por mês! Para quem conheça os USA, isto equivale a cerca de 4,5 vezes mais do que ganha o americano médio. E ainda fala em crise, o sacrista!

Felizmente que, por cá, temos um licenciado como deve ser (em Economia, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa - escola portuguesa e pública, note-se!) que até já foi Secretário-geral do Partido Socialista Português.  O seu nome? Dr. Vítor Constâncio;  o seu cargo? Governador do Banco de Portugal.  Notem: humilde governador, nada de caganças presidenciais!

Aqui sim que se justifica ganhar duas vezes e meia mais do que o tal Ben. E ganhar 23 vezes mais que o português médio também se justifica plenamente, porque o português médio é uma bosta! Ou, se preferirem, ajustando os vencimentos do Ben e do Vítor ao nível de vida do país de cada um, o Vítor ganha 5 vezes mais do que o Ben.  Como diria o Guterres: ora dividindo os vencimentos dos dois pelo produto per capita de Portugal e dos USA que são... noves fora... é só fazer as contas!

A brincar, a brincar, deixo aqui um alerta a quem de direito: corrijam estas situações pornográficas, enquanto o podem fazer a bem, em paz e sossego.  Porque, se as coisas derem para o torto, haverá quem as corrija da pior forma!  E, lembrem-se:  quem vos avisa vossso amigo é.


Terça-feira
25Nov

Soluções para a Crise

Tanto quanto sei, é suposto que, quando há problemas, se pense nas soluções.  Mas, sendo o problema de magnitude quase infinita, encontrar soluções para a crise financeira e económica não é pera doce...

Entretanto, mesmo que tímidamente, vão aparecendo algumas ideias, embora algo incipientes.  Uma delas - apresentada recentemente pelo presidente do BPP, João Rendeiro - é a velha máxima das "mergers & fusions": juntos teremos mais força!;  por isso toca de substituir 10 bancos por 2, máximo 3, cheios de dinheiro e de poder.  Assim, teremos menos gente à mesa das discussões, será mais fácil o consenso e a retoma da confiança, o actual "Inimigo Público Nr. 1".  Não tenho dúvidas que, a curto, médio prazo, esta solução produzirá bons resultados.  Mas quem escreveu o tal "against globalization" foge disto como diabo da cruz!  Porque estou convencido que, no longo prazo, isto só serve a meia dúzia de tubarões tipo Emílio Botín e quejandos.  E eu não quero ficar, mais uma vez, "debaixo da pata " desta gente. Arreda Satanás!

Já outro João, o Oliveira, ex-presidente do defunto BPA parece-me mais terra-a-terra: 

1. Tornar o crédito mais disponível, exigindo uma solução rápida para a liquidez... esta é Lapalissada, falta o quem, e o como...

2. Estimular o financiamento das empresas focado na produtividade e nas exportações.  Isto é uma correcta linha-guia para a acção.

3. Simplificação do sistema fiscal.  É, isto é muito correcto, embora do total desagrado dos senhores "donos" das leis e da justiça.

4. Baixar o IVA na União Europeia, para estímulo do consumo.  Outra boa ideia.

Como se pode ver, haverá soluções.  E as melhores serão, se calhar, as mais simples.  Eu acrescentaria uma, para agradar também aos senhores das leis: alteração do Código Penal, com mão pesada para o crime do colarinho branco, procurando alguma analogia com o "crime contra a humanidade".  Os prevaricadores poderão não ir parar com os "costados na choldra", mas lá que a conta dos senhores advogados vai subir exponencialmente, lá isso vai.

Entretanto e como diz o meu querido Colega João Talone, da Magnum, bem que podemos esperar pela bonança, porque nós, Portugueses "temos uma capacidade incrível para o sofrimento".  Mas ó João, se todos nos mexessemos como tu, sofrendo a bom sofrer, mas pela procura do êxito, isto de certeza que muda e depressa. Não sejas fatalista!


Segunda-feira
24Nov

España al Día

madrid-colon.jpgHola, que tal? 

Operación "inmoral e inaceptable"... y quién lo dice es Mariano Rajoy sobre la entrada de la rusa Lukoil en el capital de Repsol. La posible compra por Lukoil de casi el 30% de la primera petrolera española, en una operación que, según el líder popular, pretende "arreglar los problemas personales de una empresa promotora que está apoyada por el Gobierno de España". "Nadie en Europa ha vendido su suministro y se ha puesto en manos de una empresa rusa".  Bueno y a esto no es lo que se llama proteccionismo? 

José María Aznar defendió los principios del liberalismo como la mejor receta para salir de la crisis económica, pues entiende que en la libertad de elección y en el libre mercado "está el acierto" para recuperar la senda del crecimiento y de la creación de empleo. Aznar lanzó un mensaje de esperanza convencido de que "hay solución" pero para llegar a ella hay que "remangarse", decirle la verdad a la gente, tener el "coraje" para poner en marcha las reformas que son nesesarias y tomárselo "en serio".  Bueno, pero con más de lo mismo, José María?

El Gobierno ha decidido poner en cuarentena el plan de avales a la banca, que en principio suponía un desembolso de 200.000 millones de euros en dos años. A partir de hoy comenzará a funcionar el programa de reparto de los 100.000 millones asignados a 2008, pero ya no es seguro que se haga lo mismo en 2009. Banco Sabadell se adjudicó el jueves, en la primera subasta del Fondo de Adquisición de Activos Financieros, 150 millones de euros. Tanta dinero a los bancos! ¿No sería mejor volver a crear un banco público que prestara directamente a pymes y particulares? Digo yo, hombre!

Venga, hasta luego,

Desde Madrid, Emílio Santoro   


Domingo
23Nov

A Minha Coluna

570923-1628720-thumbnail.jpg 

Hoje não me apetece escrever.  Faço gazeta. E, para isso, vou utilizar o célebre instrumento do "copy & paste".  Descaradamente, vou reproduzir um artigo escrito no dia 6 de Maio de 2006, um sábado.  O autor é um tipo de que gosto particularmente:  eu próprio.  Ah! O artigo foi publicado aqui no Pateira - quem quiser vê-lo de outro ângulo, é favor carregar no botão "search/procura" - e o título era:
 Against Globalization
I will be perfectly clear about this issue: I am against globalization and I think that this is one of the great evils mankind is currently facing.
If you look at the macroeconomics data, globalization looks, today, pretty well: there are prosperous emergent markets in Asia - mainly China and India - , Brazil and other Latin-American countries; Africa, at least, shows some growth and living standards keep the pace; Eastern European countries are shortening the gap to western counterparts, Russia seems to start its way to steady growth. At the same time, USA and EC countries seem to have the capability of coping with new trade flows. Some of our best world economists and prestigious institutions claim that wealth has been re-distributed from the rich northern countries to the less fortunate ones. They even dare to propose more liberalization in the hope that Adam’s invisible hand will spread to the whole planet as a God’s “Urbi et Orbi” blessing.
However, if one looks closer at the global data, the number of real rich people - millionaires - is growing at a pace never seen before. Nothing wrong with this, except that money accumulation suddenly seems easier to reach. In other words, for a few of these planet inhabitants, richness comes as a natural globalization byproduct.
Why? Because governments cannot control huge world money flows that are in the hands of few and well informed players.
Another dangerous byproduct of globalization is the multinational cartels that sprang in every domain of production and distribution of commodities, manufactured goods and services. If you look at various economic areas - finance, information, research, science, electronics, drugs, utilities, communications, automotive, transport, distribution, etc - you will notice that there is a tendency for the several markets to be dominated by a sort of magical number of companies - 5 - that tend to poses a combined market quota of around 90%.
The issue here is the fact that five companies ruling over a marketplace tend, very easily, to collapse interests, that is, to produce a sort of cartel arrangement. To the consumers, this is the worst possible scenario as to issues regarding innovation, research & development, security, pricing, discrimination, you name it. I am not being dogmatic as to the assumption that companies are engaged into forgetting ethics or doing malpractice. The fact is that mankind does not have yet the necessary skills to run, effectively, such mega companies.
If you look at a mature market like the car industry, you will notice that even for such an experienced company like General Motors, day-to-day business becomes a sort of nightmare, because of the increasingly number of events that the machine has to cope with. It is not only big numbers but also millions of procedures, an open door for errors and failures. Controlling is wishful thinking. Alexander the Great, César, Attila, Napoleon and Hitler made many bad decisions. Their tasks were beyond the available capacities.

On the other hand, we all heard that one of the main reasons for fusions and mergers - consequently, bigger and bigger companies - are “economies of scale”. Truth is, that we forget the “human scale”, which is not perfect and many times is driven by power ambitions, greedy, vendettas, etc.
Governments have tied hands facing such giants. In reality, there is a total freedom flow of capital, knowledge, information and labor. Factories can be moved thousands of Kms in a matter of few days or even hours. Money go out and in - from and into - fiscal paradises within seconds, from whatever place you can imagine in the world.
When and how, can we all control this? What is happening right now? Where are the measures to prevent a collapse?
The truth is that the mega players of Globalization are on their own free wheel. Never since the Roman Empire, was humankind subjected to the will of such few rulers. Sooner or later, this new empire will collapse. Unless there is, somewhere in this planet, a new generation of political leaders not as shortsighted as the ones that rule us.

Nota: Só tenho pena de uma coisa:  não ter lido o que este "tipo" escreveu em Maio de 2006, um ano volvido, ou mais tardar, em Novembro de 2007.  Porra de azar!

Sábado
22Nov

Back To Basics

Os problemas económicos com que nos estamos a defrontar têm a ver com a falta de liquidez.  Dito de forma mais prosaica: não há dinheiro que chegue para as necessidades da economia.  Malbaratou-se, gastou-se, deram-lhe sumiço, sabemos lá!

Mas há outra espécie de capital, muito mais importante do que o monetário: o capital humano.  Que se saiba, este não desapareceu nem está gasto - ainda.  Poderá estar fortemente abalado nas suas convicções sobre o funcionamento dos mercados; poderá estar assustado com a perspectiva da mudança; poderá estar desmotivado face à perda do rendimento;  poderá estar - e está, acreditem - desorientado, por falta de rumo.

Mas o nosso capital humano - elites incluídas - é um princípio básico, um pilar da economia nacional que não pode nem deve ser esquecido ou subestimado. Há que alavancá-lo sob o lema de que é  a união que faz a força. Não está em depreciação como o valor das casas, antes cresce em valor dia após dia, com a experiência acumulada.  

Dou-vos um pequeno exemplo pessoal: em 1981, quando acabava o 1º MBA da Nova/Wharton School, um Colega lamentou-se pelo facto de, em breve, nos deixarmos de ver e partilharmos as nossas experiências - provínhamos de diversas áreas: gestão, economia, engenharia, letras, direito.  Não me conformei com o lamento e, passado esse Agosto, convoquei os meus Colegas para uma jantarada, com a proposta da criação de uma Associação de Antigos Alunos do MBA;  dois anos volvidos, fomos, salvo erro, 37 a assinar a escritura pública de constituição da AMBA.  Fui o seu 1º presidente.  Hoje, somos mais de 1.000!

Tudo isto sem recurso a bancas, subsídios do Estado, etc.  Bastou o nosso querer, mas também o esforço de muitos carolas, não fui só eu.

Dir-me-ão que não é possível a analogia, porque massa crítica daquele calibre não abunda em Portugal.  Aceito. Mas cada um, de per si, nada alcançará.  Agora se juntarem a família, os amigos, os colegas, os conhecidos, garanto-vos que serão, por cada um, bem mais do que 37.  Serão muitos milhares.

Para fazerem o quê?  Resolverem a crise? Substituirem a banca ou o governo?

A resposta, meus caros , é velha e Kennedy sintetizou-a dizendo:  não perguntem o que é que os Estados podem fazer por vocês; perguntem-se antes o que é que vocês podem fazer pela sociedade.  


Sexta-feira
21Nov

A Verdade, Nua e Crua

Os homens tropeçam por vezes na verdade, mas a maior parte torna a levantar-se e continua depressa o seu caminho, como se nada tivesse acontecido.

Winston Churchil

Outra citação, seria esta: na política, a verdade deve esperar pelo momento em que todos precisem dela... E esse momento chegou.  Só espero é que Churchil estivesse errado e, em vez de a ignorarmos, a encaremos bem de frente.

Como fez, por exemplo, o presidente do Banco Privado Português, João Rendeiro, em corajosa entrevista à SIC Notícias. O seu banco está em dificuldades, como o estão todos, nacionais ou internacionais.  O sistema financeiro não pode ajudar a economia, as empresas, os particulares.  Os governos não conseguem conter o dique e a água vai transbordar com consequências nefastas para a nossa economia, mas também para o resto do mundo.  Estamos todos à beira de uma crise sem precedentes, pelo menos desde o fatídico ano de 1929.

Estas são as verdades de hoje.  Conhecê-las não nos mata. É um problema de dinheiro, não uma doença, cataclismo ou guerra.  E por tudo isso quase todo o mundo já passou.  

Persistir em mascarar a verdade, isso sim, pode ser muito perigoso para todos nós.  Porque continuaremos a agir como se nada tivesse acontecido.  

Repito, não é doença desconhecida e fatídica, não é nada que não esteja nas nossas mãos solucionar.  Os nossos pais e avós reconstruíram uma Europa em ruínas, sem tectos para a chuva e sem pão para a boca.  Eu trabalhei para um alemão que participou, orgulhosamente, na reconstrução da sua pátria.  As mãos sangraram-lhe para levar comida à boca.   Se eles foram capazes, a partir do zero, nós também seremos até porque, felizmente, estaremos muito longe dessas circunstâncias.

Mas parem de nos mentir! Precisamos da verdade.


Quinta-feira
20Nov

Meu Caro Eça

eca6.gifMeu caro e prezado Eça,

Pesa-me na consciência estar sempre a incomodar V.Exa. com as minudências destes tempos quando me poderia dirigir a tantos ilustres Colegas dessa Geração de 70:  o Antero, o Ramalho, o Oliveira Martins, enfim! Confesso-lhe que o meu Amigo não veio parar a estas linhas pelos Maias, mas por aquela outra do padre Amaro que li, bem às escondidas de tudo e todos.  Caramba, olhe que foi vergastada da rija na padralhada da época!   

Bom, continuando nós na estrada que nos abriu - a crítica da vida pública - chegámos a mais uma curva, ou diria antes, uma encruzilhada, tamanho é o sarilho que os nossos governantes nos arranjaram. Saiba que tudo provém de termos saias no meio da governação.  E que saia de roda da Nazaré nos saiu, meu caro: chita, escocês grosseiro e castorina! É que temos uma Senhora Ministra - não, meu caro, não é engano, é mesmo uma Senhora na lide da governação - do Ensino que embirrou com os professores:  quer, a toda a força, que os mesmos sejam avaliados.  O que é isso de avaliar professores? Olhe, julgo que nem a tal Ministra lhe seria capaz de responder. Quanto ao outro lado da barricada - isto é já uma batalha! - o que a rapaziada quer é mais do mesmo: que o tempo passe e o salário cresça. Chamem-lhes burros, chamem...  

E por falarmos em senhoras, então não é que também as temos nas oposições? De fácies agreste e verbo incontido, mas temos! É assim, meu caro: lá para as bandas de São Caetano à Lapa deu-se rija liça com três cavaleiros - bom, um era mais escudeiro - e uma dama, sendo que a esta coube, mas por unha negra, o almejado poleiro.  Logo que deu em tomar posse do dito cujo, para as bandas de Londres se ausentou para tratar dos cueiros de nova arrebentação.  E mal voltou, ao silêncio se arrecadou.  Posto que isto da boa governação, se faz com entrada calada e saída de boca muda.

Mas eis senão que lhe atiram com o engodo dos microfones e das câmaras - modernices a que chamam de quarto poder, porque isto da escrita está pela hora da morte! - e vai de botar faladura, mas da tal de tolices e quejandos e, zás, deu logo de entornar o caldo, o cozido, o frito e o assado.  Mas que raio deu na Senhora que tão bem ia naquela do não te rales, que a banana há-de cair de podre!

E o pior, meu caro, é que andamos todos sem cheta, a estrebuchar por uma côdea de empréstimo para as nossas precisões do dia-a-dia e afinal, o que nos rala, são problemas de saias.  Bizantinices, meu caro, bizantinices! 


Quarta-feira
19Nov

Readings

The Treasury seems to have lost sight of its real client. Its client is not the creditors, shareholders, or executives of major banks, big automakers or insurance giant firms. Its sole client is the American people.

It's not the big guys who need rescuing. It's the small. Right now, the government has its priorities upside down.

Robert Reich's Blog

 If the headlines are bad, you hold off consumer spending - if you hold off on consumer spending, the headlines are likely to worsen. It's tough to break that cycle.

Jonathan Schwartz, CEO of Sun Microsystems

The Committee on Oversight and Government Reform - USA - held a hearing titled, “Hedge Funds and the Financial Market” on Thursday, November 13, 2008. The hearing examined systemic risks to the financial markets posed by hedge funds and proposals for regulatory and tax reforms.

Henry Waxman, president of the COGR, just opened the hearing, noting that each of the five hedge fund managers - witnesses testifyng - made over $1 billion a year and that current tax rules allow them to be taxed at just 15% — “a lower tax rate than school teachers, firefighters and even plumbers.”

footnoted.org 

The banks’ managements ruinously failed to assess the real risks their companies took in pursuit of profit. But the boards of directors – the fiduciaries responsible for prudently representing shareholder interests – also failed in their duties. The global financial meltdown reflects in no small part the failure of meaningful boardroom scrutiny. Honesty and any serious hope for the future of corporate governance compel that this be acknowledged.

The Financial Times